devíamos reinventar a saudade
a pureza ferida de um termo sangrento e único
temos aqui, ao menos, a esmola de poder fazê-la em letra substantiva
escrevê-la num papelzinho e dobrar e redobrar como quem diminui o mar numa fotografia.
devíamos reler "a arte de perder" num processo austero e consciente
e entender a passagem obrigatória, porém finita, de determinadas coisas que tomam seu rumo em silêncio numa noite fria,
juntando roupas, girando lentamente a maçaneta,
largando seu cheiro para trás.
ainda não entendi, na vida, essa dualidade que vem com o amor,
que transita entre o pior egoísmo e a coisa mais bonita que eu já vi.
de algum lugar aí, entre a truculência e o cuidado, nasceu a saudade
precisamos olhá-la agora com olhos bondosos e confiantes
sorrir pra ela com alívio por não tê-la feito uma lâmina,
mas assimilá-la ao sereno vívido de uma outra noite em que se gosta da solidão
e um lampejo rodopia na sua sutil eternidade.
a pureza ferida de um termo sangrento e único
temos aqui, ao menos, a esmola de poder fazê-la em letra substantiva
escrevê-la num papelzinho e dobrar e redobrar como quem diminui o mar numa fotografia.
devíamos reler "a arte de perder" num processo austero e consciente
e entender a passagem obrigatória, porém finita, de determinadas coisas que tomam seu rumo em silêncio numa noite fria,
juntando roupas, girando lentamente a maçaneta,
largando seu cheiro para trás.
ainda não entendi, na vida, essa dualidade que vem com o amor,
que transita entre o pior egoísmo e a coisa mais bonita que eu já vi.
de algum lugar aí, entre a truculência e o cuidado, nasceu a saudade
precisamos olhá-la agora com olhos bondosos e confiantes
sorrir pra ela com alívio por não tê-la feito uma lâmina,
mas assimilá-la ao sereno vívido de uma outra noite em que se gosta da solidão
e um lampejo rodopia na sua sutil eternidade.
