com a sua tendência de ser de uma branca beleza triste,
sua irreverência silenciosa, manchando de bruma o céu de crepom...
me olham alegóricos os cegos olhos de quem roubou minhas palavras
e pouco a pouco desbota a cor desse espaço;
o tempo de olhos cegos
me fez de uns olhos desencontrados...
não sei se preciso ser ninada,
surpreendida, rasgada, virada do avesso...
de todas as coisas do mundo,
não sei de qual delas preciso.
sei que estou faminta de mim.
faminta da coisa xis que transborde
aquilo que no meu peito o tempo já completou...
eu sou um pedaço de mar,
me movo de ondas
me mordo em ímpeto e me morro um pouco a cada segundo
desse tempo frio,
vazio
e lento
que passa...
Ai, que coisa mais linda do mundo! Eu to aqui com o peito todo cheio de sentimentos, mas é tanta coisa que não sei dizer. É exatamente o que eu tenho sentido, todos esses dias agoniados, sem conseguir falar. Eu amei, amei, amei. Saudade imensa de você.
ResponderExcluir