quarta-feira, 9 de abril de 2014

Rua transversa

então eu sinto o mundo pulsando dentro do meu peito
desde o mar, tão distante, saudoso, aos olhares verbais
da gente intrínseca
vou caminhando pela rua transversa sem ponto de stop
pois me sinto viva
hoje, encharcada de dor... mas viva, de angústia movida
"eu prefiro a dor ao nada"
ando devagar, quase parando
correr e a tudo abraçar
de repente já não me cabe mais...
fui refém do vento
sua inconstância distinta me encantou
e agora, sem mais nem menos
não é que o danado me abandonou?
me abandonou
na estrada transversa...
mas a poesia
mesmo nos momentos tristes da minha vida
ela ficou, ela fica
e eu fico
nesse meu espaço entre as palavras
por favor, nunca vá embora, poesia
eu quero morrer nos teus braços

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