fumaça, pileque, toque, película
dentro do leque
nada capaz de suprir esse vazio
nem mesmo o amor, com suas variáveis,
suas fantasias.
nem mesmo a liberdade,
égalité, fraternité, liberté.
nada que apague a constante fagulha pequena, incômoda,
membro de mim.
lá fora, a lâmina do orgulho crava a pele do mundo,
a lama espessa do caos veste os homens, desprovidos de empatia,
por uma imensidão de causas e efeitos que de repente se torna incompreensível,
invisível pra mim.
só sobrou o sangue, a carne,
a fissura, o mármore.
a solidão.
e eu fico aqui.
até que a fagulha vire incêndio.
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