quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Epifania

Queria aprender tanta coisa. Falar tantas línguas mais; francês, italiano, alemão, mandarim. Queria desenvolver o desdobramento do corpo astral e fazer yoga. Memorizar os detalhes da história geral da humanidade, discutir política com esmero, dirigir logo um carro. Queria conhecer de perto várias formas de cultura e aproveitá-las ao máximo. E morar alguns anos em cantos diversos, Europa, Ásia, Oceania... Tocar um instrumento. Dois, três. Queria poder bancar pros meus filhos desde pequenos o dobro de tudo que eu quero dominar, poder proporcioná-los toda a paz que eu por acaso não possuir em mim. Não quero ser perfeita, só espero ser grande. Sabe aquele medo de acabar que nem o Bukowski? (Buk, nada pessoal, eu te amo de verdade); Será que a minha natureza é essa?
Hoje eu pensei no futuro (ao invés de, como sempre, retornar ao passado) e senti um medo estranho. Medo de não conseguir realizar, de ser pela metade, da inevitável corrida contra o tempo, que pareceu muito pouco pra mim. Tive medo de dinheiro e da falta dele, medo da era da (des)informação e medo da Terra explodir antes que eu espere.
Sonhar não faz tão mal assim, eu acho. É o primeiro passo largo pra não viver uma vida de merda. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário