domingo, 9 de fevereiro de 2014

Voar

Um brinde ao novo começo.

supostamente onde se vê um "fim"
imenda-se o novo começo
não mais que supostamente, das velhas asas caem penas falhas
e se dissolvem sobre a terra
que se faz elemento forte do tempo...
se sou um pássaro negro
cortando o azul do céu num infinito movimento plácido
se nasci me jogando da árvore, ou sendo jogada do ninho,
é mais que suposto
que me encante o movimento, ou eu estaria morta
pequena jazida de aspecto gélido
se estou aqui para voar
que me leve o vento à mais serena posição...
anoiteceu
a lua entrando pela fresta:
onde vê-se o fim da noite vã
imenda-se a luz d'alvorada ao leste




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