Das linhas tortas do acaso vi nascer tantas preciosidades
Coisas que jamais imaginaríamos, que demos de ombros
Sentimentos que brotam como plantinhas mágicas entre a dureza do concreto,
delicados mas donos de uma força incomensurável.
Das linhas tortas do acaso vi nascer você em mim
E vou gostando de te conhecer devagarzinho; descobrir as diversas maneiras meio tímidas que você encontrou de provar o teu amor,
descobrir teus sonhos, teu corpo, tuas manias.
Vou gostando de estar à margem do meu carinho te encontrando em músicas, fotografias,
num bordar torpe da tua imagem no meu coração.
E quando meus dedos se perdem pelos teus cabelos negros
é como se eu me visse perdida nesses acasos imprevisíveis.
Adoro me perder, adoro me achar, com essa tranquilidade de quem fuma um cigarro na sacada
Com essa serenidade da tua fala pausada, da tua respiração guiando meu sono,
soprando ternura.
Das linhas descompassadas do amor te entendi como o continente do meu mar,
não o verso que faltava, mas aquele que se lançou lindamente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário