e me conduz a vida mundo afora
ela está em mim, na minha alma
com seus brincos coloridos, seus badulaques
com o seu riso agudo e o empoderamento quase visceral
pequena tão imensa, curiosa, minha terra
às vezes me vem à cabeça a lembrança dela deitada na rede, madrugada alta,
ouvindo Chico Buarque de olhinhos fechados
tão impenetrável
no entanto, para mim (e só pra mim) ela se abre
feito fosse um livro se deliciando com as próprias histórias secretas
seus dramas loucos
seus pensamentos ora incrivelmente livres, ora irredutíveis
e na vastidão sem fim desse mundo
sei que jamais vou encontrar a intensidade dela
nem mesmo em mim
nem mesmo na literatura ou nos filmes do Almodóvar que ela me ensinou a amar.
ela me ensinou a amar e a odiar a vida, bem de perto
e sobre algo muito além da vida
que mora na ligação inexplicável de nós duas
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