passei dias pensando nessa condição meio inoportuna
nesse caminho meio cruel que eu mesma me tracei - ou fui traçada por ele:
eu sou mais eu quando sou triste.
não me refiro aos momentos caóticos de tão vazios, em que tudo se questiona (esses que provavelmente hora ou outra atormentam quase todas as pessoas),
mas isso parecido com uma lente que me faz enxergar a vida constantemente de maneira tão vulnerável.
eu sou mais eu quando não sou heroína
tampouco anti-heroína
quando percebo que não tem jeito instantâneo de mudar o mundo
assim aprendo a valorizar os momentos, as pequenas coisas que me observam,
bendita poeira à luz solar.
algo mágico, carregado de nuances tão intensas e maravilhosas
e passageiras e voláteis.
assim me permito alcançar as palavras, escrever sobre essas coisas,
e sempre discordar que os anos passam rápido demais,
pois vivo cada momento, ainda os que me atropelam
e fortaleço o meu ímpeto de aprender algo novo, interessante,
antes que o tempo me roube algo que eu não quero perder.
talvez a minha grande ruína seja ter me apaixonado perdidamente pela vida:
essa amante desgraçada.
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