a cada vez que te vejo, me encanto um pouquinho mais com a vida,
com as coisas silentes que carecem de observação e de uma entrega especial das quais você entende tão bem,
e talvez nem saiba disso.
a cada vez que te vejo, constato que a solidão humana não é assim tão estável,
e se torna dualmente esmagador e confortável perceber que a minha preocupação de horas insones quanto a isso pode ser, em parte, tempo perdido.
através do que você se mostra, compreendo gradualmente a transparência do amor,
reafirmando a certeza de que adoro seu jeito atrapalhado, seus óculos de aro espesso, os creminhos de mão, a sua sinceridade irrefutável e ensimesmada que espera nada mais, nada menos, do que coisas involuntárias e verdadeiras
assim como você pra mim, como o jeito despretensioso que você me apareceu há tanto tempo atrás,
e ficou, e eu fiquei, com a liberdade que de fato existe.
quando te vejo, gosto estranhamente do que eu sou, de cada verbo que despejo tão facilmente entre cafés e risos, tudo tão compreendido, tão abraçado por você.
ter crescido ao seu lado me ensinou também, que nunca paro de crescer,
- ainda que me faltem centímetros -,
nunca ninguém para, e de repente se torna consciente
da força do que é.

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