Domingo é dia de voltar às palavras
E se voltamos às palavras, também te escrevo um poema
Pra te falar do meu amor...
Meu bem
Pra te falar que me embrenhei, me entreguei quando teu hálito traguei, e me tornei
Uma parte apenas da imensidão
Que das tuas lindas mãos inventei.
Meu bem
Tuas mãos são o começo
De uma louca viagem:
Desde a hora de comprar a passagem
(E se de repente, me escreves uma mensagem)
Passando pelas carícias mansas na pele das minhas costas
Até provocarem o orgasmo trêmulo
Incontido nos teus braços...
A tua boca, meu bem,
Teus lábios,
São o mar rosado-pálido onde eu me afogo
Só de olhar...
Mal sabes
Das reações fatais no meu peito quando vens com a boca
Teimando me beijar
Na rua, na sacada, na sala de estar
Naquele meu momento mais frágil
Que não gosto de lembrar...
E fora as mãos e a boca, e ozoín fechado
Tem teu gênio intocável
Tua piada pedante
Teu sorriso imensurável
A poesia andante...
Pretinho
Eu comeria o tal do pastel de feira todas as noites, acredita,
E nos primeiros dias
Talvez até aguentasse o seu despertador gritante
Tudo isso e mais um tanto eu faria
Pra que pudesse te abraçar cotidianamente
Quando descesses a rua vindo me buscar em qualquer lugar
Talvez até aguentasse o seu despertador gritante
Tudo isso e mais um tanto eu faria
Pra que pudesse te abraçar cotidianamente
Quando descesses a rua vindo me buscar em qualquer lugar
Os vinhos italianos e lençóis de seda me são menos importantes
Mas você bem que podia me trazer uma única florzinha
Bem que podia me mimar com uma paçoca, né?
Daquelas das banquinhas...
Podia, né, que aqui cê tem colo gostoso pra deitar
Tem cafuné e tem café
Nas madrugadas, tem uma chaminé
De tesão e outras individualidades,
Coisas só pra você
Amor
Hoje eu não quero dormir sozinha...
Essa aflição é o fim da linha
Será que cê também sente saudade assim de mim?
Por aqui, a poeira ainda flutua
No teu colo, toda nua
Declarei o meu lugar...
Será só por um instante? Será que é pela eternidade?
Será deus soberano de escrever as linhas tortas?
Na verdade, pouco importa...
Que importa é te amar
E nós voltamos às palavras, sim, meu bem...
Nossas próprias palavras - que foram sempre dois pares de asas - agora são o limite
E isso é uma contradição.
Vou me afundar nos livros, no jornalismo,
Na cachaça e no sono
Pra que abril logo chegue de braços abertos
Desse tamanhão...
Bem que podia me mimar com uma paçoca, né?
Daquelas das banquinhas...
Podia, né, que aqui cê tem colo gostoso pra deitar
Tem cafuné e tem café
Nas madrugadas, tem uma chaminé
De tesão e outras individualidades,
Coisas só pra você
Amor
Hoje eu não quero dormir sozinha...
Essa aflição é o fim da linha
Será que cê também sente saudade assim de mim?
Por aqui, a poeira ainda flutua
No teu colo, toda nua
Declarei o meu lugar...
Será só por um instante? Será que é pela eternidade?
Será deus soberano de escrever as linhas tortas?
Na verdade, pouco importa...
Que importa é te amar
E nós voltamos às palavras, sim, meu bem...
Nossas próprias palavras - que foram sempre dois pares de asas - agora são o limite
E isso é uma contradição.
Vou me afundar nos livros, no jornalismo,
Na cachaça e no sono
Pra que abril logo chegue de braços abertos
Desse tamanhão...
ai, nega, como são incríveis seus poemas, fico sempre abobalhada... saudade de você, te amo.
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