já não espero pela paz
vivo intensamente suas visitas desavisadas
quando vem sem nada nas mãos
e sua ternura inabalável, celestial
não posso tê-la presa comigo
pois a tornaria superficial.
espero somente pelo outono.
as folhas secas, a poesia infiltrada no ar.
entre outras coisas que me afaguem a alma,
brincando com o tempo
de ir e vir.
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